06/Dez
Fonte: Ás na Manga

No Mondial de la Bière, a mulherada bota o porre na conta de alguém. Adivinha quem pagou o pato!

O Brasil nos obriga a beber? Após a surpresa do cancelamento do Réveillon no Rio, gatas brejeiras declaram a real razão para levantar o copo até cair. Confira!

Foi nesse último final de semana. Entre os dias 2 e 5 de dezembro, o Mondial de la Bière fez sua reentrée na Marina da Glória, Rio, movimentando mais uma vez a cidade. Foi sucesso. Como se não houvesse amanhã, uma turma feroz e ávida pelo combo de socialização pós-vacina e cerveja, se aglomerou como focas na praia de um documentário do Discovery, apesar da nova variante do coronavírus – a variante Ômicron – já andar dando sopa Brasil adentro. Essa, aliás, a razão pela qual o prefeito do Rio, Eduardo Paes, cancelou o tradicional Réveillon carioca, já que a terceira dose da vacina ainda não contempla todo mundo. Munido de genuíno espírito investigativo, ÁS adentrou um dos cartões postais mais bonitos do pedaço, à caça de cervejeiros dispostos a revelar qual motivo do porre desse viradão, que afinal, promete ser épico, considerando o contexto de pandemia, recessão, incerteza e inflação.

Presente no calendário carioca desde 2013, o principal festival de cerveja artesanal da América Latina se dividiu entre o espaço para expositores de cervejas artesanais, espaço gastrô gourmet – que nesse ano ganhou o gramado, com direito à torneiras de chope no centro da tenda para ninguém perder tempo em fila -, além do Palco Mondial by Black Princess, que promoveu muito rock, samba, MPB e até bloco de Carnaval. Pois bem, numa edição-surpresinha, foi a mulherada quem se destacou na enquete, confessando, em detalhes (rolou até listinha), os reais motivos para erguer o caneco no cai-o-pano desse ano, com direito a PT. Se, há algumas edições eram eles que louvavam à santa cerva, dessa vez foi Ninkasi, a deusa da cerveja, que deu um chega para lá em Odin e protagonizou a cena, puxando o mulherio na rabeta. Confira quem passou pelo Mondial de la Bière!

Emanuelle Esteves, 34, é contadora e bebe para esquecer que bebe, sonhando com um mundo melhor: “Meu porre mistura tudo, destilado, fermentado e o que mais vier, tipo o mix de coisas que me fazem beber agora. O principal motivo do meu porre em 2021 é a falta de empatia e a desigualdade que o país está vivendo. Vamos melhorar, Brasil!!!”.

Vitória Andrade, 25, publicitária, sintetiza a dicotomia de, em um evento de cerveja, a mulher ainda ser vista como sexo frágil: “A razão do meu porre homérico é ainda existir o preconceito com as mulheres no mundo cervejeiro. É pedir indicação de um estilo em uma cervejaria, e ouvir que “a doce agrada mais as mulheres”, quando, na verdade prefiro, as amargas”, entrega com amargor. “Não importa se estamos atrás do balcão, apreciando uma boa cerveja ou à frente da produção de fábrica, somos igualmente capazes de nos destacar nesse ambiente! E, principalmente, beber tanto quanto o homem. Então, meu brinde vai para todas as mulheres empoderadas do mercado cervejeiro!”, dispara a musa.

Ana Carolina, 34, bancária, dispara: “Vou cair na sarjeta por conta da alta dos preços no Brasil. Absurdo! Está tudo nas alturas! Só bebendo para esquecer mesmo. Por isso, meu final de ano vai ser abraçada num barril de chope geladíssimo, porque se tem uma coisa que eu não sou é obrigada!”, vocifera a gata, se garantindo no duo paleta nude e sorrisão.

Kelly Alexandre, 35, coordenadora administrativa, revela: “O Brasil tem me obrigado a beber. Não aguento esse desgoverno catastrófico… Não vejo a hora de sairmos desse lamentável cenário indecoroso!”.

Caroline Tomazolle, 25, visual merchandising bebe como se o mundo fosse acabar, realmente acreditando nessa possibilidade: “O coronavírus é a razão do meu porre, principalmente por ele ter tirado, não só de mim, mas de todos os cariocas, essa vontade de festar sempre. Bom, meu porre também tem outro culpado: Bolsonaro! Sem levantar bandeiras políticas, mas como um país tão democrático quanto o Brasil pode sofrer tantas repressões com esse governo? Aos poucos, o plano desse louco vai sendo moldado, mas nosso grito de liberdade é maior. Então, quando a gente tem essa oportunidade incrível de retornar ao nosso espaço de confraternização, de poder estar junto e poder beber, é algo indescritível”.

Trabalhando com comércio exterior, Thais Widmer, 34, manda a indireta diretíssima: “O motivo do meu porre foi a minha impaciência com a ignorância do ser humano e com o machismo velado que existe, sabe?!”, desabafa a loura belzebu na companhia de uma louraça gelada!

Mariana Lopes, 35, analista administrativa não vê saída senão a breja nesse latifúndio que virou distopia: “Olha… são tantos motivos! A pandemia permanece o principal argumento para encher a cara, atrelada a essa crise econômica que o país se encontra… O que nos resta mesmo é beber.”

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