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Mondial de la Bière 2018, veja como foi » Papo de Bar

13/09/2018 Fonte: Papo de Bar

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Mais que um evento cervejeiro, o Mondial de La Bière 2018 é uma celebração, com boas cervejas, muitas conversas e vários brindes. Veja como foi!

A gente reclama da grana que gastou, quase se mija na fila, chora, passa raiva, morre de ressaca no dia seguinte, mas não larga o osso (copo)! No Mondial de la Bière 2018, como nos anos anteriores, teve coisa boa, coisa ruim, coisa igual e diferente. Vamos tentando falar aqui do que foi possível lembrar depois da bebedeira toda.

Se eu tivesse que falar apenas duas coisas sobre o evento desse ano (sem mencionar cerveja nenhuma), eu diria que a principal marca do Mondial 2018 foram os estandes muito mais simples do que costumam ser: a maioria das cervejarias ofereceram estruturas simpáticas, porém bem modestinhas. Não acho que isso seja problema nenhum, desde que as torneiras me façam feliz!

Dois exemplos dentre muuuuitos são os estandes da Trópica e da Ethos Ales & Lagers. Simples, mas as cervejas… ahhhhhhhhhhhhhhhhh!

Outra grande (põe grande nisso!) característica do evento deste ano foram as filas para os banheiros. Um evento de cerveja com as filas gigantes são quase uma provação!

Mas, justiça seja feita, não acho que foi por falta de organização, pelo contrário. Nesse ano eu até vi muito mais banheiros, porém, vi também muito mais gente. Aí não tem como… De qualquer forma nenhum acidente aconteceu e deu pra aguentar chegar minha vez!

Vi muita gente comentando nas redes sociais sobre a ausência de cervejarias que costumam bater cartão no evento todos os anos. Cadê a Noi? E a 3 Cariocas? E a 2 Cabeças? E a Hocus Pocus? E a Tupiniquim (essa já não estava ano passado)? Cadê o parque de diversões da Jeffrey?

Bem, eu não faço ideia do motivo que levou à ausência destas cervejarias (quase) todas tão queridas por mim, mas eu preciso ser justa: no quesito CERVEJA OFERECIDA elas não fizeram falta não.

Teve muuuuita cerveja boa e, eu que adoro desbravar opções desconhecidas, fiquei foi feliz em conhecer as novas! Pra beber rótulo famoso eu vou ali no bar on tap da esquina (e olha que eu vou mesmo!).

Uma coisa que tem melhorado muito a cada edição é a diversidade dos estilos musicais. Tinha música tocando nos armazéns e shows de todos os tipos. Fiquei feliz em ouvir rock, funk, pop anos 80, e sei lá mais o quê. Isso aê! Vamos acabar com essa ideia de que cervejeiro só gosta de rock!

Show da Banda Tailten foi muito legal e super no clima cervejeiro!

Como o que interessa num evento cervejeiro é CERVEJA, bora falar sobre elas! Dessa vez eu fui mega organizada, preparei listas FACTÍVEIS e anotei na hora o que achei de cada dose para não esquecer.

No total, foram 24 doses diferentes, dentre Porter, Stout, Brut IPA, Catharina Sour, Berliner Weisse, Saison, NE IPA, Gose e algumas que eu não consigo enquadrar numa categoria. Vou falar apenas de quatro cervejarias aqui porque se não me impor limites este artigo vai terminar só amanhã!

Matisse – Essa família é muito linda e a cerveja muito boa!

Já tinha visto a Matisse num Gastro Beer, mas nunca havia provado das cervejas. Só que aí eles levaram medalha de ouro no MBeer Contest com a Saboya, uma Sour com uvaia (que isso?) e aí ela teve que entrar na minha lista.

Cheguei no estande e conheci o adorável casal Mario Jorge e Maria Antônia (harmonizados até no nome!), que me contaram um pouco sobre a uvaia e a historia da cervejaria.

A uvaia, segundo o Mario, é uma frutinha azeda, parecida com pitanga. É difícil vê-la à venda porque sua casca é muuuito sensível, e raramente ela conseguiria chegar no mercado intacta. Bem, se não dá pra comer in natura, que bom que ela virou cerveja, né?

Já a história da cervejaria é só família

A Nádia, filha do casal, inventou de virar homebrewer junto com uma amiga, e os pais embarcaram na ideia. O irmão da Nádia ainda por cima entende dos paranauê de leveduras, então você imagina!

A família toda produzindo (por enquanto de forma cigana) vários rótulos! Começaram com o básico, mas foram chegando na Camille (uma Wit com pêra e cardamomo, deliciosa e delicada) e na Saboya!

Provei a Saboya muito feliz, mesmo sem ter referência do sabor por nunca ter comido uvaia. É equilibradíssima (coisa não muito fácil de ver em Catharina Sour!), refrescante e delicada, tudo na medida!

Hator

Um dos itens da minha humilde listinha que me despertou mais curiosidade foi a Ramsés III, uma “New England Sour Juyce” da cervejaria paulista Hator, que, assim com a Matisse, estreava no Mondial de la Bière carioca.

Troquei ideia com um dos cervejeiros, o Henry Pan, figuraça mega comunicativo dono de habilidades invejáveis: além de fazer cerveja o cara também é sommelier formado pelo ICB, concluiu o curso de direito, tem experiência como metalúrgico e montou SOZINHO a própria cozinha cervejeira (que ficou linda)! Uau!

Além disso ele é a mente criativa que concebeu uma NE IPA com manga que, como se não bastasse, também passa pelo kettle sour (um processo para adição de lactobacilos que confere o gostinho azedo característico das Sours).

E a Ramsés III é uma ótima surpresa: lúpulo no nariz, mais lúpulo e manga no começo, sour no final, tudo conversando dentro da cerveja. O Henry contou que o equilíbrio era uma parte importantíssima, ele não queria que o lúpulo escondesse tudo e nem que o azedo da sour tomasse conta da porra toda. Parabéns, Henry, missão cumprida!

Capa Preta – Pode ter promoção sem esquecer da cerveja boa

O estande (ou melhor beertruck) da Capa Preta tava bombando, e eu imagino que tenha a ver com a seguinte promoção que eles fizeram: comprando cinco doses de 200ml, você leva um growler bem bonitinho, o danado.

Sem dúvida é uma promoção muito boa, e, como nem todo mundo que vai no Mondial é tão antenado no sabor das artesanais, poderia dar certo até em uma cervejaria com opções mais ou menos.

Minha sorte é que de mais ou menos a Capa Preta não tem nada, então valeu à pena me aventurar por lá mesmo sem sair com meu novo growler.

O alvo era a Pistache Porter, pela qual alimentei bastante expectativa, principalmente por AMAR pistache! Estava receosa por se tratar de uma cerveja com maltes mais torrados, pois aprendi com a vida que cervejas escuras evidenciam menos os sabores das adições, e às vezes eu não consigo identificar.

Mesmo assim, fui lá, pedi a dose grande logo e ufa! Não me arrependi! Cerveja muito boa, o pistache ali no meio fazendo um carinho no fim do gole. Toda expectativa foi atendida!

Já nem tanto sóbria, fui lá no estande da cervejaria Zer09, outra carioca estreante no evento. Já havia tido o prazer de conhecê-los no Rio Craft Beer, então sabia que valeria à pena.

Fui para tomar a Pepper Grapefruit Sunset – uma belgian blond single hop de Cascade que leva pimenta dedo-de-moça – e fiquei maravilhada: é uma senhora cerveja, com sabores complexos e com a pimenta presente sem roubar o palco todo. Beberia litros!

Lá eu conversei com o Bruno, cervejeiro da Zer09, muito orgulhoso das suas crias (com muito fundamento) que me contou que um dos rótulos queridos, a Off The Line (uma Whisky Oak Aged Brown Ale com baunilha, café e cacau muito boa também), é receita da mãe dele, que eu também pude conhecer toda serelepe divando no estande. Família cervejeira é outra coisa!

A gente se divertiu bastante e agora só resta saudade e mais um ano inteiro pela frente para a próxima edição RJ. E você? O que bebeu de interessante no Mondial de la Bière Rio 2018?

Conta aí!

Senhorita Cerevisae

Homebrewer, engenheira, feminista e percussionista com predileção por instrumentos grandes e pesados. Consumidora feroz de cerveja, seja do isopor do tio na Lapa ou do bar gourmet cult bacaninha. Uma bêbada sem preconceitos.

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